Quando o teu braço quente me aconchega o pescoço e me aperta, sem doer, talvez um medo miudinho passa pelo meu estômago para se dirigir para o coração, mas é algo leve. Quando te baixas e me olhas nos olhos por seres mais alto e depois, sorris e tudo acalma.
É verdade, está quase a chegar o dia de São Valentim.
O normal estado de espírito de uma adolescente atrapalhada seria esperar até domingo ou já estar a preparar cartinhas e postais para entregar na segunda ao seu mais-que-tudo. Como prometi não ser uma adolescente atrapalhada, estou a tentar ser o mais racional possível, a tentar separar o bom de uma ilusão do bom que realmente aconteceu e o mau da minha mente do mau que me podia ter escorregado pelos dedos, mas que não escorregou.
Estou muito anciosa por segunda-feira porque as últimas palavras que o Tiago me disse foram:
-Segunda tenho de te mostrar uma coisa. - Disse com a chuva a escorregar-lhe pelo carapuço.
-O quê?
-Segunda vês.
Estou-me a matar de curiosidade para saber o que será.
Como não podia faltar falar do outro assunto, queria finalmente declarar que estou-me a tentar abstrair do Hugo e também sei que visto de um ponto exterior a minha vida parece simplesmente um conto de fadas e que eu não passo de uma personagem perdida algures. Quero deixar claro que sou madura e que se estou confusa é porque tenho mesmo razões para tal. Talvez não compreendam.
Como se diz "Só quem sente é que percebe". De qualquer das formas, distanciei-me do Hugo por completo e acho que já atravessei a terrível fase de negação. Vou seguir em frente. Já segui.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Sinto algo muito Parvo por vocês...
Enquanto o amor, vai, vem e não é constante, o blog está sempre cá para mim.
Um turbilhão de emoções têm-se apoderado desta semana e eu nem consigo dar por mim a ser levada por ele e não sei porque é que quando me perguntam por ti, eu ainda sorrio.
Não há forma de explicar, nem por palavras, que são a melhor forma de comunicar, o que eu tenho vindo a sentir... Uma tristeza excitante e uma animação inconstante a serem bombardeadas por um coração.
Tu, Tiago, és tão parvo. Parvo por seres querido e parvo por seres engraçado, por seres mais velho e ainda pareceres uma criança, parvo por me tratares como uma amiga e parvo por ás vezes, sem te aperceberes seres insensível. Parvo por me confundires constantemente. Parvo por me colocares o teu braço no meu pescoço, parvo por me mexeres no cabelo, parvo por teres esse sorriso.
E tu Hugo, és parvo por seres moreno, teres uns olhos escuros e seres amável, parvo por me teres deixado esquecer-te. Tu és parvo por teres deixado o Tiago entrar na minha vida.
E chamem-me parva, atirem-me pedras, julguem-me, critiquem-me por estar confusa mas eu sinto algo muito parvo por vocês.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
Intenções não Humanas
Recordo-me de estar em cima da cadeira, com um cacho de uvas na mão e a fazer a contagem decrescente, no zero, pousei o pé direito no chão e de seguida o esquerdo. Mas até agora, o azar tem-se apoderado da minha vida. Por inteiro.
Os Hugos têm constantemente aparecido na minha vida e quando eu não estou à espera, aparece mais um e um e um. A principal função de um suposto 'Hugo' é falar contigo, ser querido, preencher as tuas expectativas e envolver-te numa espécie de casulo que, só com o passar de muito tempo, te dá liberdade. Quando dás por ti estás tão envolvida que não consegues sair de nenhuma forma, a não ser a espera.
Desde pequena fui criando laços bastante fortes com as pessoas, eu afeiçoo-me muito ao ser humano, mesmo quando as suas intenções não são humanas, de tal forma que, com alguma desilusão, pequena que seja, fico muito sentida mas há umas semanas para cá as desilusões não tem sido pequenas.
Espero que isto não soe tão mal como soou na minha mente. Porque aqui dentro de mim, pareceu-me que sou uma abelha a pousar de flor em flor.
Eu conheci o Tiago antes do Hugo. Eu sempre gostei de morenos, é regra, mas o Tiago foi exceção. Tiago era loiro e era rapaz a quem eu chamaria ken se não fosse a face máscula, os ombros largos, os braços fortes e as suas mãos grandes que formavam um perfeito contraste.
A minha melhor amiga sabia de tudo e eu e o Tiago tínhamos uma relação quase perfeita. Estávamos muito próximos, nenhum de nós queria nada sério mas precisávamos um do outro, nenhum de nós queria namorar, mas precisávamos de estar juntos, nenhum de nós queria ouvir ninguém mas precisávamos de nos ouvir um ao outro.
O Tiago, dava-me a mão, colocava o braço em volta do meu pescoço, mexia-me no cabelo, colocava os meus gorros depois de os arrancar da minha cabeça, o Tiago metia-se comigo e fitava-me enquanto sorria, chamava por mim com uma voz segura, tirava-me muitas fotografias e dizia-me que as ia guardar apenas por guardar. Depois do Hugo, o Tiago foi a melhor coisa que me aconteceu mas foi também, a pior.
Os Hugos têm constantemente aparecido na minha vida e quando eu não estou à espera, aparece mais um e um e um. A principal função de um suposto 'Hugo' é falar contigo, ser querido, preencher as tuas expectativas e envolver-te numa espécie de casulo que, só com o passar de muito tempo, te dá liberdade. Quando dás por ti estás tão envolvida que não consegues sair de nenhuma forma, a não ser a espera.
Desde pequena fui criando laços bastante fortes com as pessoas, eu afeiçoo-me muito ao ser humano, mesmo quando as suas intenções não são humanas, de tal forma que, com alguma desilusão, pequena que seja, fico muito sentida mas há umas semanas para cá as desilusões não tem sido pequenas.
Espero que isto não soe tão mal como soou na minha mente. Porque aqui dentro de mim, pareceu-me que sou uma abelha a pousar de flor em flor.
Eu conheci o Tiago antes do Hugo. Eu sempre gostei de morenos, é regra, mas o Tiago foi exceção. Tiago era loiro e era rapaz a quem eu chamaria ken se não fosse a face máscula, os ombros largos, os braços fortes e as suas mãos grandes que formavam um perfeito contraste.
A minha melhor amiga sabia de tudo e eu e o Tiago tínhamos uma relação quase perfeita. Estávamos muito próximos, nenhum de nós queria nada sério mas precisávamos um do outro, nenhum de nós queria namorar, mas precisávamos de estar juntos, nenhum de nós queria ouvir ninguém mas precisávamos de nos ouvir um ao outro.
O Tiago, dava-me a mão, colocava o braço em volta do meu pescoço, mexia-me no cabelo, colocava os meus gorros depois de os arrancar da minha cabeça, o Tiago metia-se comigo e fitava-me enquanto sorria, chamava por mim com uma voz segura, tirava-me muitas fotografias e dizia-me que as ia guardar apenas por guardar. Depois do Hugo, o Tiago foi a melhor coisa que me aconteceu mas foi também, a pior.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Bem perto Daqui e bem longe de Ti
Vou tentar resumir.
Desde o ano passado que eu gosto do Hugo, vocês já sabem. E o Hugo era o meu tudo, era o meu refúgio, apesar de não conhecer tão bem o Hugo eu imaginava nele, um rapaz com grande sentido de humor, uma pessoa simpática e amiga do amigo. Quando me comecei a aproximar dele vi que na verdade ele não era como as minhas expectativas pretendiam. Todos têm os seus defeitos e eu consigo suportar e amar alguém com defeitos mas o Hugo está numa altura ou, tornou-se uma pessoa que não dá valor ao que têm. Não lhe chamaria mimo, nem pobre e mal agradecido como costumam dizer, o Hugo era simplesmente aluado. Bem, aluado não. Era distraído? Também não.
O Hugo não me deu valor, a mim e a muitas outras raparigas com quem se dava.
Simplesmente não deu. Se assim o destino quis, assim aconteceu. Afastei-me do Hugo e aqui estou eu, a escrever, a divagar aliás, e a falar do Hugo como se fosse um estranho que entrou e logo saiu da minha vida. Quem diria.
Talvez haja, bem perto de mim, alguém que tenha dado a devida importância.
Desde o ano passado que eu gosto do Hugo, vocês já sabem. E o Hugo era o meu tudo, era o meu refúgio, apesar de não conhecer tão bem o Hugo eu imaginava nele, um rapaz com grande sentido de humor, uma pessoa simpática e amiga do amigo. Quando me comecei a aproximar dele vi que na verdade ele não era como as minhas expectativas pretendiam. Todos têm os seus defeitos e eu consigo suportar e amar alguém com defeitos mas o Hugo está numa altura ou, tornou-se uma pessoa que não dá valor ao que têm. Não lhe chamaria mimo, nem pobre e mal agradecido como costumam dizer, o Hugo era simplesmente aluado. Bem, aluado não. Era distraído? Também não.
O Hugo não me deu valor, a mim e a muitas outras raparigas com quem se dava.
Simplesmente não deu. Se assim o destino quis, assim aconteceu. Afastei-me do Hugo e aqui estou eu, a escrever, a divagar aliás, e a falar do Hugo como se fosse um estranho que entrou e logo saiu da minha vida. Quem diria.
Talvez haja, bem perto de mim, alguém que tenha dado a devida importância.
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Contrariamente Pensando
E na tentação eu vou passando os dias, a viver sem acordar, a ver sem olhar, a sentir sem notar, a tocar sem mexer um dedo. O mais certo é eu estar-me a afastar, lentamente.
Não chores porque a tua mensagem foi ignorada, sorri por a teres enviado, não te queixes por não o teres, gargalha porque tentaste, não desistas porque estás farta, luta para chegares lá.
Mais tarde vais perceber que não foste ignorada, mas que, simplesmente, a resposta demorou a chegar.
Não, não.
Ele não vai responder, vai ignorar. Quando responder, vai pronunciar o nomeda outra dez vezes se for necessário. Desiste, tu não consegues. Não lutes, passa os dias sem acordar, não olhes, não sintas, não toques, O mais certo é afastares-te, rapidamente.
Arrepende-te por teres sido ingénua, chora por teres tentado, destrói o teu coração, aos poucos, para ser mais doloroso.
Fim.
Não chores porque a tua mensagem foi ignorada, sorri por a teres enviado, não te queixes por não o teres, gargalha porque tentaste, não desistas porque estás farta, luta para chegares lá.
Mais tarde vais perceber que não foste ignorada, mas que, simplesmente, a resposta demorou a chegar.
Não, não.
Ele não vai responder, vai ignorar. Quando responder, vai pronunciar o nome
Arrepende-te por teres sido ingénua, chora por teres tentado, destrói o teu coração, aos poucos, para ser mais doloroso.
Fim.
sábado, 2 de janeiro de 2016
Notes to Breath #3
And my head told my heart
"Let love grow"
But my heart told my head
"This time no
This time no"
"Let love grow"
But my heart told my head
"This time no
This time no"
-Mumford & Sons
Subscrever:
Mensagens (Atom)






